11/12/09

Escrevo Agora



Escrevo agora com palavras que desconheco
Para falar certamente com certeza nenhuma
De sentimentos que sinto, que tocam e se agarram a mim

De sensacoes que nao me deixaste sentir antes de tudo
Ou antes do nada, que se alojou em minha vida

Deste vazio que vem preenchendo meus dias e noites
E os ilumina com uma escuridao que me cega do resto do mundo
Que me bloqueia de algo mais, ou algo menos que nao tenho

Destes dias, ou noites que ja nao diferencio
Destes rios que chorei, e nomeei e agora naufrago por desistencia
Solidao, Saudade, Nostalgia, Dor...




06/12/09

No subject !


E quando a propria tempestade se afoga em mentiras
E a vontade de estar longe supera a saudade
As palavras doces sucumbem, e nem mais palavras sao
Sao olhares, olhares e olhares, que nem sequer olham




Filas Thanks pela ajuda!! ( L )







05/12/09

Quem e vivo sempre aparece..

Dando uma remodelada basica nisto...
Sem o Luis, mas eu vou continuar a escrever e seila quem sabe!
Talvez um dia conte algo interessante..

Tentando me habituar...



18/11/07

As vezes . . .

As vezes é preciso olhar o tempo, sentir e não tocar, falar sem nada a dizer, esconder por detras do sorriso a incerteza das palavras certas, às vezes é preciso tomar nota dos erros que cometemos,às vezes é preciso aprender a perder e caminhar sem rumo, respirar sem ter medo do dim, dizer adeus sem ter medo de perder, olhar o infinito
Às vezes os desejos são como o vento surgem não sei de onde, vão não sei para onde e deixam no ar aromas de um infinito particular.
Sei que o meu desejo por ti não passa de um sentimento não mutúo, o meu olhar é o mais puro.
Às vezes os sentimentos transportam-nos para um mundo fictício onde somos protagonistas das nossas histórias, lá tudo é maravilhoso, perfeito.
Às vezes é preciso dizer adeus as coisas que mais amamos sem ter medo de as perdemos, partir antes do tempo, regressar ao passar e apagar tudo o que ja vive, às vezes é preciso chorar sem ter motivo. Às vezes é preciso sonhar sem ter medo do impossivel
Às vezes é preciso escutar a voz do tempo, mesmo que seja o nosso maior inimigo.

15/11/07

Luis - Naquele momento quis ser um pouco de tudo me esquecer te esquecer estar só no meu mundo estava excitado embora estava distante.

Karen - Mas, esqueceste-te da promessa, a distância separar-nos-ia.

E parecia que a tua distância durava anos (...), pois perdi a conta do tempo, cansei-me de ver-te excitado e deitado na cama, comigo ao teu lado, cheia de vontade de ter-te e não te ter ao mesmo tempo.

Luis E- A distancia sempre nos separou, msm quando eu estava presente naquelas noites excitantes onde o nosso corpo se funde num único só no meio de tanta ausência.

09/11/07

sentimentos.


Procurei-te no silêncio dos objectos mais comuns da minha mente.
Esperei ansiosamente pelo teu olhar puro e simples, o teu sorriso é(ra) tão melancólico que embriago-me, é um prazer secreto ao ver-te feliz, desejar-te-ei eternamente ? será ? não sei! Perguntas imediatas invadem o meu pensamento neste momento, outras tomam conta dos meus desejos em ver te ao pé de mim, sinto o teu cheiro da pele suave e macia enrroscado ao meu braço deixando rastos de sentimentos porem nunca vividos mais sim desejados com todo o vigor de sedução porém nunca funcionada, o teu olhar ingénuo toca o meu coração, aos poucos vai fluindo deixo-me levar pela sedução da tua injenuidade, é perigoso pois perco-me intensamente, aos poucos vai ganhado uma tonalidade diferente, floresce sentimentos mudos que aos poucos desenham o percurso do impossível, o teu real movimento transporta-me no tempo e no espaço para trás e para a frente como numa viagem de ida e volta, procuro incansavelmente pelo teu retrato imaginário pelas ruas sóbrias da minha mente fusca.
O que há de errado em tua mente ? porquê choro ? guardo a minha alma no fundo do teu olhar, para que possas ver e sentir um pouco de ternura.



~(heart)

silêncio.


E derrepente um silencio penetrou ...ouço os passos destes dias tristes...ouço o eco da tua voz rouca...ouço as gotas de suor já secas a cairem no chão, em vão...

Este silêncio que me toca,
que me afaga o peito, que me corroe a alma.
Sigo andando, rastejando, caindo e levantando-me. Está tão escuro que nem a mim me sinto. Não ouço nada, nenhum ruído, nem o teu riso ao longe, nem aquelas conversas indispensaveis. Tenho medo... Sufoca, arrepia, não termina, quero sair, não consigo.
E perco-me de mim, do mundo. Fico alheio a tudo. Nada me pertence, e eu não pertenço a nada.
Escondo-me ao mínimo ruído, fujo ao mínimo movimento.
Quando se escreve percorre-se uma estrada que nem sempre se sabe onde nos leva. Neste momento ando por caminhos desconhecidos, vou simplesmente. Olho apenas em frente, não ligo à paisagem. Sigo comigo, outras vezes sem mim. Passo tempo e o tempo passa por mim. Fujo do pensamento, matendo me sobrio, a alma sufoca, arrepios . . .

Percorro uma distancia inatingivel , um mundo incompreensivel, um lugar onde há escuridao e o seu dia.

08/11/07

Noite de Inverno


uma noite pálida de inverno, mais fria que o próprio frio. Eu aquecia-me com ternuras mal aproveitadas, esquecidas e quase afogadas na cinza das horas. Culpava-me pela tua ida, e assistia ao habitual espectáculo, mas desta vez o sangue escorria viscoso pelo meu corpo, como um jogo de carícias. A dor era intensa mas eu gostosa, meus gemidos soavam ocos e insensíveis naquele quarto escuro, minhas lágrimas molhavam meu rosto, há já muito não era acarinhado.. O sangue escorria lentamente, como um inimigo que despedia-se com um sorriso vencedor, aos poucos meu coração parou de bater, e eu acordei.