09/11/07

silêncio.


E derrepente um silencio penetrou ...ouço os passos destes dias tristes...ouço o eco da tua voz rouca...ouço as gotas de suor já secas a cairem no chão, em vão...

Este silêncio que me toca,
que me afaga o peito, que me corroe a alma.
Sigo andando, rastejando, caindo e levantando-me. Está tão escuro que nem a mim me sinto. Não ouço nada, nenhum ruído, nem o teu riso ao longe, nem aquelas conversas indispensaveis. Tenho medo... Sufoca, arrepia, não termina, quero sair, não consigo.
E perco-me de mim, do mundo. Fico alheio a tudo. Nada me pertence, e eu não pertenço a nada.
Escondo-me ao mínimo ruído, fujo ao mínimo movimento.
Quando se escreve percorre-se uma estrada que nem sempre se sabe onde nos leva. Neste momento ando por caminhos desconhecidos, vou simplesmente. Olho apenas em frente, não ligo à paisagem. Sigo comigo, outras vezes sem mim. Passo tempo e o tempo passa por mim. Fujo do pensamento, matendo me sobrio, a alma sufoca, arrepios . . .

Percorro uma distancia inatingivel , um mundo incompreensivel, um lugar onde há escuridao e o seu dia.

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