09/11/07

sentimentos.


Procurei-te no silêncio dos objectos mais comuns da minha mente.
Esperei ansiosamente pelo teu olhar puro e simples, o teu sorriso é(ra) tão melancólico que embriago-me, é um prazer secreto ao ver-te feliz, desejar-te-ei eternamente ? será ? não sei! Perguntas imediatas invadem o meu pensamento neste momento, outras tomam conta dos meus desejos em ver te ao pé de mim, sinto o teu cheiro da pele suave e macia enrroscado ao meu braço deixando rastos de sentimentos porem nunca vividos mais sim desejados com todo o vigor de sedução porém nunca funcionada, o teu olhar ingénuo toca o meu coração, aos poucos vai fluindo deixo-me levar pela sedução da tua injenuidade, é perigoso pois perco-me intensamente, aos poucos vai ganhado uma tonalidade diferente, floresce sentimentos mudos que aos poucos desenham o percurso do impossível, o teu real movimento transporta-me no tempo e no espaço para trás e para a frente como numa viagem de ida e volta, procuro incansavelmente pelo teu retrato imaginário pelas ruas sóbrias da minha mente fusca.
O que há de errado em tua mente ? porquê choro ? guardo a minha alma no fundo do teu olhar, para que possas ver e sentir um pouco de ternura.



~(heart)

silêncio.


E derrepente um silencio penetrou ...ouço os passos destes dias tristes...ouço o eco da tua voz rouca...ouço as gotas de suor já secas a cairem no chão, em vão...

Este silêncio que me toca,
que me afaga o peito, que me corroe a alma.
Sigo andando, rastejando, caindo e levantando-me. Está tão escuro que nem a mim me sinto. Não ouço nada, nenhum ruído, nem o teu riso ao longe, nem aquelas conversas indispensaveis. Tenho medo... Sufoca, arrepia, não termina, quero sair, não consigo.
E perco-me de mim, do mundo. Fico alheio a tudo. Nada me pertence, e eu não pertenço a nada.
Escondo-me ao mínimo ruído, fujo ao mínimo movimento.
Quando se escreve percorre-se uma estrada que nem sempre se sabe onde nos leva. Neste momento ando por caminhos desconhecidos, vou simplesmente. Olho apenas em frente, não ligo à paisagem. Sigo comigo, outras vezes sem mim. Passo tempo e o tempo passa por mim. Fujo do pensamento, matendo me sobrio, a alma sufoca, arrepios . . .

Percorro uma distancia inatingivel , um mundo incompreensivel, um lugar onde há escuridao e o seu dia.

08/11/07

Noite de Inverno


uma noite pálida de inverno, mais fria que o próprio frio. Eu aquecia-me com ternuras mal aproveitadas, esquecidas e quase afogadas na cinza das horas. Culpava-me pela tua ida, e assistia ao habitual espectáculo, mas desta vez o sangue escorria viscoso pelo meu corpo, como um jogo de carícias. A dor era intensa mas eu gostosa, meus gemidos soavam ocos e insensíveis naquele quarto escuro, minhas lágrimas molhavam meu rosto, há já muito não era acarinhado.. O sangue escorria lentamente, como um inimigo que despedia-se com um sorriso vencedor, aos poucos meu coração parou de bater, e eu acordei.