18/11/07

As vezes . . .

As vezes é preciso olhar o tempo, sentir e não tocar, falar sem nada a dizer, esconder por detras do sorriso a incerteza das palavras certas, às vezes é preciso tomar nota dos erros que cometemos,às vezes é preciso aprender a perder e caminhar sem rumo, respirar sem ter medo do dim, dizer adeus sem ter medo de perder, olhar o infinito
Às vezes os desejos são como o vento surgem não sei de onde, vão não sei para onde e deixam no ar aromas de um infinito particular.
Sei que o meu desejo por ti não passa de um sentimento não mutúo, o meu olhar é o mais puro.
Às vezes os sentimentos transportam-nos para um mundo fictício onde somos protagonistas das nossas histórias, lá tudo é maravilhoso, perfeito.
Às vezes é preciso dizer adeus as coisas que mais amamos sem ter medo de as perdemos, partir antes do tempo, regressar ao passar e apagar tudo o que ja vive, às vezes é preciso chorar sem ter motivo. Às vezes é preciso sonhar sem ter medo do impossivel
Às vezes é preciso escutar a voz do tempo, mesmo que seja o nosso maior inimigo.

15/11/07

Luis - Naquele momento quis ser um pouco de tudo me esquecer te esquecer estar só no meu mundo estava excitado embora estava distante.

Karen - Mas, esqueceste-te da promessa, a distância separar-nos-ia.

E parecia que a tua distância durava anos (...), pois perdi a conta do tempo, cansei-me de ver-te excitado e deitado na cama, comigo ao teu lado, cheia de vontade de ter-te e não te ter ao mesmo tempo.

Luis E- A distancia sempre nos separou, msm quando eu estava presente naquelas noites excitantes onde o nosso corpo se funde num único só no meio de tanta ausência.

09/11/07

sentimentos.


Procurei-te no silêncio dos objectos mais comuns da minha mente.
Esperei ansiosamente pelo teu olhar puro e simples, o teu sorriso é(ra) tão melancólico que embriago-me, é um prazer secreto ao ver-te feliz, desejar-te-ei eternamente ? será ? não sei! Perguntas imediatas invadem o meu pensamento neste momento, outras tomam conta dos meus desejos em ver te ao pé de mim, sinto o teu cheiro da pele suave e macia enrroscado ao meu braço deixando rastos de sentimentos porem nunca vividos mais sim desejados com todo o vigor de sedução porém nunca funcionada, o teu olhar ingénuo toca o meu coração, aos poucos vai fluindo deixo-me levar pela sedução da tua injenuidade, é perigoso pois perco-me intensamente, aos poucos vai ganhado uma tonalidade diferente, floresce sentimentos mudos que aos poucos desenham o percurso do impossível, o teu real movimento transporta-me no tempo e no espaço para trás e para a frente como numa viagem de ida e volta, procuro incansavelmente pelo teu retrato imaginário pelas ruas sóbrias da minha mente fusca.
O que há de errado em tua mente ? porquê choro ? guardo a minha alma no fundo do teu olhar, para que possas ver e sentir um pouco de ternura.



~(heart)

silêncio.


E derrepente um silencio penetrou ...ouço os passos destes dias tristes...ouço o eco da tua voz rouca...ouço as gotas de suor já secas a cairem no chão, em vão...

Este silêncio que me toca,
que me afaga o peito, que me corroe a alma.
Sigo andando, rastejando, caindo e levantando-me. Está tão escuro que nem a mim me sinto. Não ouço nada, nenhum ruído, nem o teu riso ao longe, nem aquelas conversas indispensaveis. Tenho medo... Sufoca, arrepia, não termina, quero sair, não consigo.
E perco-me de mim, do mundo. Fico alheio a tudo. Nada me pertence, e eu não pertenço a nada.
Escondo-me ao mínimo ruído, fujo ao mínimo movimento.
Quando se escreve percorre-se uma estrada que nem sempre se sabe onde nos leva. Neste momento ando por caminhos desconhecidos, vou simplesmente. Olho apenas em frente, não ligo à paisagem. Sigo comigo, outras vezes sem mim. Passo tempo e o tempo passa por mim. Fujo do pensamento, matendo me sobrio, a alma sufoca, arrepios . . .

Percorro uma distancia inatingivel , um mundo incompreensivel, um lugar onde há escuridao e o seu dia.

08/11/07

Noite de Inverno


uma noite pálida de inverno, mais fria que o próprio frio. Eu aquecia-me com ternuras mal aproveitadas, esquecidas e quase afogadas na cinza das horas. Culpava-me pela tua ida, e assistia ao habitual espectáculo, mas desta vez o sangue escorria viscoso pelo meu corpo, como um jogo de carícias. A dor era intensa mas eu gostosa, meus gemidos soavam ocos e insensíveis naquele quarto escuro, minhas lágrimas molhavam meu rosto, há já muito não era acarinhado.. O sangue escorria lentamente, como um inimigo que despedia-se com um sorriso vencedor, aos poucos meu coração parou de bater, e eu acordei.